1. Cara, coragem

    E a gente entende que sempre foi tudo sobre uma questão de erguer a coragem. Do vento balançar a bandeira do ‘sou assim’ ou ficar superior, mas no bom sentido, no sentido da sabedoria.

    Martelando um caminho, tirando pedras e esnobando o mau olhado. Que pena, que perda de tempo alheio. O desperdício saindo pela chaminé. Vamos rezar, vamos torcer.

    O bater das palmas, o sentido da vida, o viver que vale a pena de verdade. Mas se deixarmos por conta do acaso? Vitórias ocasionais, sem a insistência preguiçosa?

    Querida coragem, chegue de mansinho, alastra-se, quebre-me, arranque raízes! Tufão de mudanças, o como que era pra ter sido desde sempre.

  2. Passos marcados e o abre alas da rotina

    Amanhã vai ser outro dia, turbo de emoções acionadas pela vontade do potencial programado. Dia de sorte, fatos bem tratados com atenção. Esforço rotineiro e frutos do amanhã. Colheita divina.

    Passos pontuais.
    Destaques de uma vida cheia de metas, nunca suficientes, nunca e sempre na ponta dos dedos. Mais uma temporada de crises risíveis, dias que nada duram, graças, canseiras visíveis e diversão necessária - além dos vícios de canto.

    Outra hora, outro momento. Benquisto o caminho da escolha. Como a roupa amassada e as impressões malditas.

    É o palco diurno e noturno, é viver em cena, é saber representar. Fechar a cortina do real. Um abre alas sem asas.

  3. Jump on the pyramids
Run 
Jump on the pyramids
You’re alone, sometimes
Find the golden happiness
Let yourself more free than yesterday

    Jump on the pyramids
    Run
    Jump on the pyramids
    You’re alone, sometimes
    Find the golden happiness
    Let yourself more free than yesterday

  4. Pequenos grandes faróis
Quando a luz alta da vida surge e resolve abrir nosso globo ocular para o novo, o que importa é o novo da gente.  A importância dada a guerra de palmas levantadas, em razão de servirem de peneira contra a luz forte que cega, não adianta e morrem em queixas alheias. Da mesma maneira a vida vira, colocando mãos à obra, e busca ser recompensada por meio de procuras intercaladas com vaidosas pausas. Resolve-se com bagunça - nos atiramos de cabeça – ou pensamentos que idolatram o sim. Não estamos preparados para frear, não estamos querendo parar, porque parar não é visto como sinônimo de bom. Pelo contrário, aprendemos – quer dizer, se quisermos.
Quem resolve o que faz com o próprio tempo nessa terra do nunca, somos nós mesmos. Tempo bem aproveitado? Depende do ponto de vista. Testemunhas de desejos infinitos, querendo o inimaginável – perseguindo objetivos que não receberam atenção – aquele bastante para seguir sem distrações o caminho da conquista.
Quem olha pro lado pode perder a vez, pelas dinâmicas, pelas buzinas que silenciam o real sentido. Correria, pontualidade impontual. Vozes que embalam decisões, momentos que não chegam.  Verdades absolutas de seres que não saem do lugar, por nada nesse mundo – vocês diriam que a vez chega quando a próxima oportunidade é desperdiçada? Ou simplesmente quando o tempo acaba? 

    Pequenos grandes faróis

    Quando a luz alta da vida surge e resolve abrir nosso globo ocular para o novo, o que importa é o novo da gente.  A importância dada a guerra de palmas levantadas, em razão de servirem de peneira contra a luz forte que cega, não adianta e morrem em queixas alheias. Da mesma maneira a vida vira, colocando mãos à obra, e busca ser recompensada por meio de procuras intercaladas com vaidosas pausas. Resolve-se com bagunça - nos atiramos de cabeça – ou pensamentos que idolatram o sim. Não estamos preparados para frear, não estamos querendo parar, porque parar não é visto como sinônimo de bom. Pelo contrário, aprendemos – quer dizer, se quisermos.

    Quem resolve o que faz com o próprio tempo nessa terra do nunca, somos nós mesmos. Tempo bem aproveitado? Depende do ponto de vista. Testemunhas de desejos infinitos, querendo o inimaginável – perseguindo objetivos que não receberam atenção – aquele bastante para seguir sem distrações o caminho da conquista.

    Quem olha pro lado pode perder a vez, pelas dinâmicas, pelas buzinas que silenciam o real sentido. Correria, pontualidade impontual. Vozes que embalam decisões, momentos que não chegam.  Verdades absolutas de seres que não saem do lugar, por nada nesse mundo – vocês diriam que a vez chega quando a próxima oportunidade é desperdiçada? Ou simplesmente quando o tempo acaba

  5. Barulho & Movimento

    Pela cidade o tempo corre ausente-presente em caminhos de sorte ou azar. Gente comendo asfalto e poeira, querendo saltar dois dias a frente, matando a espera, corrompendo oportunidades - idolatrando o bem estar de quedas aceitáveis. 

    Palpites que se desfazem no vento. Queremos, mas não podemos fazer nada para forçar situações que não se fazem reais - ainda. Chateados com a vida, reclamando inutilmente, sem motivos de sobra. Sucumbindo sequencialmente em conjunto de cotidianos iguais. Torcendo para que amanhã o imperfeito perca o significado do prefixo. 

    Como som e fúria, como costume e indiferença.

  6. Album Art

    Every night in this week he wished to lose himself, because his mind wasn’t leaving him alone. Therefore he only pretended to go away from his routine. He tried.

    He wanted to open his wings and flying until get the real truth. But how could he find something if he doesn’t think about going ahead?

    Sometimes dreaming doesn’t matter anymore. Sometimes, maybe, the best thing is set a fire in the last flame of memories.

    Title
    Tardei
    Artist
    Rodrigo Amarante
  7. New way

    Cada impulso medido na medida dos passos que vão na direção do encontro de uma sombra desfocada. 

    Cada vislumbre de um horizonte, compartilhado com o impulso de olhar para o lado, de girar o corpo para trás - esperando encontrar o que sabemos que não está na nossa frente.

    Cada corrida em quilômetros de vidas bem vívidas, mergulhadas em oportunidades aproveitadas com a força de verdades desestruturadas. 

    Cada colo desabrigado por noites em claras, rodízio de buscas inválidas com ganho zero, e desconexão com profundas memórias encardidas - que não ganham e nem perdem nada por serem apenas relembradas, com novas interpretações, afeições - desfazendo nós, necessários para a garantia do rumo.

    Cada golpe em sonhos enfileirados, esperando o aconchego da determinação para serem moldados, indo embora com a chegada de distrações cotidianas, sons e o oceano de cafeína - como impulso de que as coisas vão melhorar.

    Navegando por dentro do rio de vazio, e modificações alheias com motivos de importância arbitrária - gestos, caminhos, olhares, fusões de vontades com curiosidades.

    Olhar para frente - fingir que esta tudo bem. Não ter certeza de mais nada, não precisar de motivos ou procurar pelo fio perdido, porém aceitar a fase de autoconhecimento, concluir que a essência sempre prevalecerá, e que momentos intituláveis são cruciais para a formação de um new way.

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  8. Esperança do ser: Narrando a vida alheia
O dia amanhecia torto, sem sentido - talvez fosse mais um daqueles: 24 horas pesadas, e o desassossego fazendo-se presente a partir da largada da rotina do sol. Maré de pensamentos impertinentes estava alta de rancores bem feitos, preconceitos de andares e vontades esquecidas.
Ele acordou com perguntas sem respostas minando a mente, tudo girava em torno de dúvidas se ele estava fazendo o que precisava fazer, para conseguir o que queria fazer. De repente, constatou que aquela determinação, cuja impulsionava-o contra a parede de objetivos, havia o abandonado há dois anos. Ele estava paralisado dentro de alguma nuvem vazia, aflito para decidir com urgência, para não perder mais tempo - perdendo tempo. Logo, presumiu que a resposta deveria estar escondida no que mais apreciava: televisão, jogar futebol, desafios e álcool. No entanto, poderia deixar estes questionamentos, sem sentido, para o outro dia. Um dia a mais ou a menos não iria fazer diferença, porque não estava esperando nada. Assim sendo, seja lá o que viesse, viria, e ele iria saber quando chegasse. 
Deitado, encalhado pensando como nocautear problemas que ainda nem precisavam de solução, ele mergulhava em dilemas, nascidos de medos obscuros. Ele não tinha determinação, constatou. Despertou cedo, talvez esse fosse um sinal de que o melhor é começar tudo do zero, eliminando, ou tentando, defeitos e vícios da vida - como contribuir diariamente para a nutrição da preguiça ou da crítica alheia. Provavelmente, gostaria de ser diferente, começar a seguir a reta a qual havia traçado há um par de anos. 
Concluiu deixar o “mas”.
Sentou-se na cama, pensou nas coisas que ele havia começado, porém nunca terminara. Saltou com o pé direito, determinou que o que havia no haver na realidade, a qual havia previsto neste hoje que se faz presente, deveria estar no haverá, ou seja, o progresso estava mais para regressivo atualmente. 
Ainda sonolento, vestiu a roupa mil vez saboreada: camisa azul royal -  sem o quinto botão, calça jeans e a velha & boa botina. Deu cinco passos, abriu a geladeira (o costumeiro JK, que residia há três anos, tinha vantagens como esta), tomou um copo d’água com volúpia - após, arrastou-se até o banheiro, fechou a porta - corte na história - dois minutos mais tarde saiu do WC, ligou a televisão e vivenciou outra vez o dilema da escolha de qualquer canal que prestasse. Enfim, acabou desistindo. Em seguida, olhou para a janela e foi fumar - o bom de morar no décimo andar é que as pessoas, geralmente, têm certa vista razoavelmente privilegiada. Todavia, este não era o caso dele, pois morava em condomínio fechado - cercado por prédios e vizinhas nada aproveitáveis. 
Cabeça vazia, vontade zero, mais um dia começando, uns indo trabalhar, outros tomando café da manhã, e ele ali esperando alguma resposta dos céus, flecha amiga, ou a antecipação do sucesso antes de iniciar o trajeto. Apenas estava sendo mais uma vez ele, e nunca deixaria de ser. Apenas exercitando mais um diálogo solitário, pois apenas não podia compartilhar perguntas que não faziam sentindo nem pra ele mesmo. Apenas gostaria de salvar a vida do conceito de conforto da maioria. Apenas sonhava acordado. Apenas estava isolado. Apenas vivia. Apenas ansiava o dia em que as pessoas entendessem que ele não precisava viver para agradar.
Ali-isolado-pairou por mais vinte minutos. Alguém bateu na porta. 
Quem assistia esse pequeno show da janela teve que seguir a sua vida também - ambos não se conheciam, mas ela jurava que eles tinham algo em comum. 

    Esperança do ser: Narrando a vida alheia

    O dia amanhecia torto, sem sentido - talvez fosse mais um daqueles: 24 horas pesadas, e o desassossego fazendo-se presente a partir da largada da rotina do sol. Maré de pensamentos impertinentes estava alta de rancores bem feitos, preconceitos de andares e vontades esquecidas.

    Ele acordou com perguntas sem respostas minando a mente, tudo girava em torno de dúvidas se ele estava fazendo o que precisava fazer, para conseguir o que queria fazer. De repente, constatou que aquela determinação, cuja impulsionava-o contra a parede de objetivos, havia o abandonado há dois anos. Ele estava paralisado dentro de alguma nuvem vazia, aflito para decidir com urgência, para não perder mais tempo - perdendo tempo. Logo, presumiu que a resposta deveria estar escondida no que mais apreciava: televisão, jogar futebol, desafios e álcool. No entanto, poderia deixar estes questionamentos, sem sentido, para o outro dia. Um dia a mais ou a menos não iria fazer diferença, porque não estava esperando nada. Assim sendo, seja lá o que viesse, viria, e ele iria saber quando chegasse. 

    Deitado, encalhado pensando como nocautear problemas que ainda nem precisavam de solução, ele mergulhava em dilemas, nascidos de medos obscuros. Ele não tinha determinação, constatou. Despertou cedo, talvez esse fosse um sinal de que o melhor é começar tudo do zero, eliminando, ou tentando, defeitos e vícios da vida - como contribuir diariamente para a nutrição da preguiça ou da crítica alheia. Provavelmente, gostaria de ser diferente, começar a seguir a reta a qual havia traçado há um par de anos.

    Concluiu deixar o “mas”.

    Sentou-se na cama, pensou nas coisas que ele havia começado, porém nunca terminara. Saltou com o pé direito, determinou que o que havia no haver na realidade, a qual havia previsto neste hoje que se faz presente, deveria estar no haverá, ou seja, o progresso estava mais para regressivo atualmente. 

    Ainda sonolento, vestiu a roupa mil vez saboreada: camisa azul royal -  sem o quinto botão, calça jeans e a velha & boa botina. Deu cinco passos, abriu a geladeira (o costumeiro JK, que residia há três anos, tinha vantagens como esta), tomou um copo d’água com volúpia - após, arrastou-se até o banheiro, fechou a porta - corte na história - dois minutos mais tarde saiu do WC, ligou a televisão e vivenciou outra vez o dilema da escolha de qualquer canal que prestasse. Enfim, acabou desistindo. Em seguida, olhou para a janela e foi fumar - o bom de morar no décimo andar é que as pessoas, geralmente, têm certa vista razoavelmente privilegiada. Todavia, este não era o caso dele, pois morava em condomínio fechado - cercado por prédios e vizinhas nada aproveitáveis. 

    Cabeça vazia, vontade zero, mais um dia começando, uns indo trabalhar, outros tomando café da manhã, e ele ali esperando alguma resposta dos céus, flecha amiga, ou a antecipação do sucesso antes de iniciar o trajeto. Apenas estava sendo mais uma vez ele, e nunca deixaria de ser. Apenas exercitando mais um diálogo solitário, pois apenas não podia compartilhar perguntas que não faziam sentindo nem pra ele mesmo. Apenas gostaria de salvar a vida do conceito de conforto da maioria. Apenas sonhava acordado. Apenas estava isolado. Apenas vivia. Apenas ansiava o dia em que as pessoas entendessem que ele não precisava viver para agradar.

    Ali-isolado-pairou por mais vinte minutos. Alguém bateu na porta. 

    Quem assistia esse pequeno show da janela teve que seguir a sua vida também - ambos não se conheciam, mas ela jurava que eles tinham algo em comum. 

  9. LET IT GO

    Passatempo de absorver memórias gastas, sonhos inválidos - combustíveis para rodar em estradas escuras. Sessão de desapego corrupto, volúpia de querer desistir em todos os momentos. Controle de autopunições para quedas de verdades. Razão sonora, eco contínuo, retorno silencioso. Permanente espera.

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  10. Estranhos interessantes ou porcos voando

    Troca de informações, baseadas em um pré-interesse de conhecer alguém, talvez, interessante, que vá falar coisas interessantes, responder interessantemente, perguntar com real interesse. No entanto, durante o percurso, surpreender-se de que as pessoas realmente não têm interesse em conhecer alguém - além de explicitarem as tais segundas intenções. Bem, muitas vezes nem a gente passa da fronteira do superficial. Acho uma pena, porque perdemos tantas oportunidades de aprendermos mais com os outros, a partir do momento que nos fechamos, e decidimos que somente os nossos pontos de vista importam e, claro, somos os melhores naquilo que fazemos. 

    Mas fazer o quê? A vida continua correndo, continuamos remando contra a maré, rezando pra termos força de sustentarmos mais uma queda de braço, vencida pela ignorância  alheia ou por meias verdades. Continuamos nos embelezando para estranhos, nos importando com as aparências e desligados pra crescermos pessoalmente. Pois bem, a vida é só uma mesmo, fazemos tudo que quisermos, ocultos ou socialmente. 

    Mesmo assim, acho que conversas furadas com estranhos deveriam ser mais legais e incentivadoras. Até o momento, concluo que são uma perda de tempo. 

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About me

Febre de momento, delírio que sucumbe ao mais simples desejo singelo de escrever sobre a eira e a beira do cotidiano. Ir de encontro as linhas paralelas que definem conflito e realidade, transbordando em indiretas de vontades bem significativas. Desta forma, não deixando dúvidas que o que é óbvio, não tem nada de óbvio.

Entre as entrelinhas o arsenal da carga de leitura - peso mil - e uma mistura com as tentações artísticas e visuais que pairam ao redor da atenção. Cair de boca em um mar do que parece ser, mas não é.

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